A Polícia Federal (PF) deflagrou uma nova etapa de investigação focada em um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis no Rio de Janeiro. A operação resultou na prisão do deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), que foi o segundo candidato mais votado do estado, e do ex-secretário estadual de Polícia Civil, Marcus Amim.
Até o momento, as defesas dos envolvidos não se manifestaram sobre as acusações. O espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.
Esta ação corresponde à oitava fase da Operação Unha e Carne, conduzida sob autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Conforme nota oficial da PF, o desdobramento da investigação foi um dos tópicos abordados durante uma reunião realizada entre a cúpula da corporação e o ministro no último dia 6.
Como medida cautelar, foi determinada a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas apontadas como integrantes da rede de lavagem de capitais. Deste total, 96 estabelecimentos são postos de combustíveis, utilizados, segundo as autoridades, para ocultar e dissimular recursos provenientes de atividades supostamente criminosas.
O deputado Márcio Canella, que já exerceu o cargo de prefeito de Belford Roxo, possui histórico de envolvimento com a operação. Em fase anterior, ele chegou a ser preso em flagrante após a Polícia Federal encontrar um fuzil de calibre restrito em sua posse. Naquele período, o político considerava uma candidatura ao Senado, projeto que foi abandonado em decorrência das investigações, levando-o a disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio.
A operação atual cumpre seis mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão. As diligências estão sendo realizadas nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo, tendo como alvos, inclusive, agentes da Polícia Civil.
O volume financeiro movimentado pelo esquema criminoso é expressivo. De acordo com os dados apurados pelos investigadores, a rede teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões ao longo dos últimos seis anos.
Fonte: JuriNews