Independentemente do resultado das urnas no segundo turno, seja reeleito ou derrotado, o presidente Lula avalia uma articulação que pode redesenhar a composição do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Contas da União (TCU) ainda em 2026.
Nos bastidores de Brasília, o movimento passa pela possível indicação de Rodrigo Pacheco ao STF, na vaga deixada por Luís Roberto Barroso, abrindo caminho para uma eventual chegada de Davi Alcolumbre ao TCU.
O cálculo político leva em conta a nova composição do Congresso, especialmente o fortalecimento da direita no Senado. Se reeleito, Lula poderia antecipar a indicação ao Supremo e evitar uma negociação mais difícil em 2027. Se derrotado, ele terá até o fim do mandato para exercer sua prerrogativa constitucional de indicar um novo ministro à Corte.
Para Alcolumbre, com a nova correlação de forças no Senado, sua permanência na presidência da Casa enfrenta resistências. Uma cadeira no TCU surge como alternativa viável.
Pacheco, por sua vez, é uma peça importante nessa equação. Sua interlocução com diferentes forças políticas e integrantes do Supremo pode facilitar a aprovação de seu nome ainda pela atual composição do Senado.
A articulação interessa aos dois lados. Lula pode preservar influência sobre o Supremo, esteja ou não no Planalto em 2027. Alcolumbre, por sua vez, teria uma saída institucional diante das dificuldades para permanecer no comando do Senado.
O resultado das urnas definirá as condições em que as próximas negociações serão feitas. E parte desse jogo pode ser decidida ainda antes da virada do ano.
Fonte: JuriNews