O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, manifestou-se publicamente sobre a derrota do senador Esperidião Amin (PP-SC) nas eleições de 2026. Em postagem nas redes sociais, o magistrado prestou solidariedade ao parlamentar catarinense e utilizou um episódio político histórico para analisar a decisão do eleitorado.
Ao comentar o resultado das urnas, Mendes resgatou uma analogia da década de 1970 para descrever a dinâmica eleitoral. “Diante da derrota de Djalma Marinho na eleição para senador, em 1974, Jarbas Passarinho observou que os movimentos populares têm sua lógica e sua irracionalidade. Essa reflexão ecoa agora, com a não reeleição de Esperidião Amin para o Senado Federal”, publicou o ministro.
Na mensagem, o decano do STF contextualizou o peso do parlamentar derrotado, ressaltando que “poucos nomes marcaram tanto a política catarinense” ao longo de “quase seis décadas de vida pública”. O magistrado relembrou a trajetória de Amin: “Prefeito de Florianópolis por duas vezes, assumiu o governo do Estado aos 35 anos. Em 1998, foi eleito novamente governador. Foi eleito deputado federal três vezes e senador da República duas vezes, presidiu nacionalmente seu partido e disputou a Presidência em 1994”.
O ministro também avaliou o trabalho recente do político de Santa Catarina em Brasília. Segundo Mendes, Amin “teve atuação constante em favor do desenvolvimento regional e da infraestrutura do Estado, além de iniciativas de apoio ao crédito para micro e pequenos empreendedores, entre tantas outras causas meritórias”.
A publicação foi finalizada com uma projeção sobre a lacuna deixada pelo fim do mandato legislativo do senador. “Santa Catarina e o Congresso Nacional deixarão, lamentavelmente, de contar, a partir de 2027, com a experiência e o talento político de Amin. Permanece, porém, todo o legado de uma atuação séria e comprometida com o melhor interesse público”, concluiu o ministro.
Fonte: JuriNews