Flávio Bolsonaro pede investigação contra diretor-geral da PF por suposto favorecimento ao PT

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou, neste domingo (11), uma notícia-crime à Justiça Eleitoral contra o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O parlamentar acusa o chefe da corporação de supostamente favorecer o Partido dos Trabalhadores (PT) durante o processo eleitoral e pede que sua conduta seja investigada.

A iniciativa tem como base uma declaração feita por Rodrigues no domingo (4), data do primeiro turno das eleições. Na ocasião, o diretor-geral afirmou a jornalistas que havia um procedimento preliminar para apurar uma possível interferência estrangeira no pleito.

Na representação, os advogados de Flávio sustentam que a manifestação provocou a divulgação de notícias sobre a suspeita e beneficiou politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário do senador no segundo turno. Segundo a defesa, aliados do presidente já trabalhavam para associar a suposta interferência internacional a forças políticas de direita.

Os representantes do senador argumentam que, em uma disputa presidencial polarizada, informações negativas sobre um dos candidatos acabam favorecendo o adversário. A defesa afirma que a divulgação da suspeita no dia da votação teve potencial para influenciar o cenário eleitoral em benefício do PT.

ARQUIVAMENTO DO PEDIDO

A representação também menciona o arquivamento da solicitação de investigação sobre a suposta interferência estrangeira. Na quinta-feira (7), a Polícia Federal informou que não daria prosseguimento ao pedido encaminhado pela Advocacia-Geral da União (AGU) para apurar o caso nas eleições de 2026.

Antes da decisão, a solicitação havia sido submetida a uma análise preliminar da Diretoria de Inteligência da corporação. Segundo a Polícia Federal, porém, não foram identificados elementos que justificassem a instauração de um inquérito. A notícia-crime aponta que Andrei Rodrigues pode ter violado dispositivo do Código Eleitoral que proíbe o uso de estruturas públicas para beneficiar partidos ou organizações de caráter político.

A legislação prevê detenção de até seis meses e aplicação de multa para quem for condenado por esse tipo de irregularidade. O pedido apresentado à Justiça Eleitoral busca apurar se a atuação do diretor-geral da Polícia Federal configurou favorecimento político durante o processo eleitoral.

Fonte: JuriNews

© 2024-2026 – VRC Advocacia Especializada. Todos os direitos reservados
Desenvolvido por: MídiasWEB – Agência Digital.