Flávio Bolsonaro aciona TSE e acusa canal de Janones de manipular buscas contra candidato

A campanha do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Em petição apresentada na terça-feira (20), a defesa pediu que a Meta esclareça por que o WhatsApp não identificou indícios de comportamento coordenado no grupo, apesar das suspeitas de manipulação de pesquisas no Google e de hashtags nas redes sociais.

Segundo os advogados de Flávio, integrantes do canal estariam orientando apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a pesquisar no Google a frase “Bolsonaro mandou matar Lula”. A campanha afirma que a iniciativa teria como objetivo influenciar os resultados de busca e ampliar artificialmente a circulação de conteúdos negativos sobre o senador.

A petição foi encaminhada ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. A defesa sustenta que as ações atribuídas ao canal podem representar uma tentativa de manipular algoritmos e impulsionar assuntos nas redes sociais, incluindo a plataforma X.

Os advogados também apontaram um aumento nas pesquisas por termos negativos relacionados a Flávio Bolsonaro após o debate entre o senador e Lula, realizado pela Band no domingo (18). Para a campanha, a movimentação estaria relacionada a uma estratégia de amplificação artificial de conteúdos na internet.

O Exército do Lula é utilizado por Janones para mobilizar apoiadores do presidente nas redes sociais. O canal reúne cerca de 6,6 milhões de seguidores no WhatsApp, enquanto o Tropa do Flávio, ligado à campanha do senador, contabiliza aproximadamente 2,1 milhões.

A disputa sobre a atuação do canal já havia chegado ao TSE no dia 11 deste mês, quando a campanha de Flávio pediu providências contra o grupo. O caso provocou divergências entre Nunes Marques e o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor da Justiça Eleitoral.

DISPUTA POR SUSPENSÃO DO CANAL

Nunes Marques havia determinado a suspensão do Exército do Lula, mas Cueva derrubou a decisão e autorizou novamente o funcionamento do canal. Posteriormente, o presidente do TSE concedeu outra liminar para suspender o grupo, sobrepondo-se à decisão do corregedor.

Em 13 de outubro, Nunes Marques se reuniu com representantes das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para discutir medidas relacionadas aos confrontos políticos no segundo turno. Na sequência, a Corte estabeleceu novas regras para os canais de mensagens instantâneas vinculados às campanhas eleitorais.

As normas definiram que o apoio espontâneo de usuários ou grupos a um candidato não estabelece, por si só, vínculo automático entre o canal e a respectiva campanha. A nova petição de Flávio busca esclarecimentos sobre a atuação do WhatsApp diante das suspeitas apresentadas pela defesa.

Confira a íntegra da petição.

Fonte: JuriNews

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