O candidato ao Senado Deltan Dallagnol (Novo) votou em Curitiba na manhã deste domingo (4), pouco depois das 11h. Em conversa com a imprensa no Colégio Estadual Professor Loureiro Fernandes, o postulante reagiu à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proferida antes do início da votação, que alterou o status de sua candidatura após uma série de movimentações judiciais ocorridas no fim de semana.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão monocrática tomada no sábado (3) pelo ministro Floriano de Azevedo Marques. O magistrado havia indeferido o registro da candidatura de Deltan e determinado que os votos atribuídos à chapa fossem considerados nulos. Com a nova determinação, o registro permanece como “deferido com recurso”, garantindo que os votos sejam processados, embora a validade definitiva do pleito dependa de futuro julgamento pelo Plenário do TSE.
Ao comentar o cenário jurídico, Deltan reiterou os esforços empreendidos pela chapa durante o período de campanha. “O Paraná vai triunfar. Eu acredito que a confiança das pessoas está mantida e nós estamos muito confiantes com o resultado”, afirmou. O candidato complementou sua declaração enfatizando a continuidade de sua trajetória política: “Nós não vamos ser calados. Eles não vão nos fazer desistir de lutar e de servir o Brasil e o Paraná. Nós vamos servir e amar. Isso não é uma missão de momento, essa é uma missão de vida, essa é uma visão de mundo.”
Dallagnol também rememorou as ações tomadas pelos candidatos após a suspensão dos efeitos da Operação Lava Jato. No local de votação, ele esteve acompanhado pelo candidato ao governo do Paraná Sergio Moro (PL), pelo candidato ao Senado Filipe Barros (PL) e pelo candidato a deputado federal Guilherme Kilter (Novo).
Sobre sua trajetória, o candidato relembrou episódios anteriores de sua carreira parlamentar. “Quando eu fui para a política, deputado federal, me tiraram do Congresso Nacional numa decisão arbitrária. Nós não nos dobramos. O que está em jogo nessa eleição é a confiança das pessoas de que a democracia vence. O povo tem que escolher os seus representantes. O povo tem o direito de escolher quem vai representá-lo em Brasília”, declarou.
Ao finalizar, o candidato afirmou que não espera novas surpresas em eventuais decisões dos tribunais. “Estamos no dia da eleição. Vamos confiar que as instituições vão garantir a segurança e a tranquilidade do eleitor nesse dia tão importante para a nossa democracia”, concluiu.
Fonte: JuriNews