CNBB pede proteção de Nossa Senhora Aparecida e Brasil reconciliado neste domingo de eleições

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou, na manhã deste domingo (4), uma nota nas redes sociais pedindo a proteção de Nossa Senhora Aparecida à pátria e um Brasil reconciliado. A manifestação ocorre em meio ao dia de eleições e em um cenário de polêmica envolvendo o candidato à presidência Flávio Bolsonaro, associado nos últimos dias a um suposto projeto para retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.

“Confiamos nossa Pátria à proteção de Nossa Senhora Aparecida. Que Deus nos conceda sabedoria e coragem para construirmos juntos um Brasil reconciliado, soberano, justo e fraterno. #Eleições2026”, declarou a CNBB em sua publicação oficial.

A controvérsia ganhou corpo após a jornalista Maria Cristina Fernandes relatar, no dia 24 de setembro, durante o programa “Em Pauta”, da GloboNews, a existência de um movimento na Igreja Católica em reação a uma suposta mobilização de evangélicos para retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Posteriormente, a GloboNews corrigiu a informação, esclarecendo que não existe, atualmente, nenhum projeto com esse conteúdo no Congresso nem uma mobilização organizada de evangélicos com esse objetivo.

O histórico legislativo sobre o tema remete a uma proposta apresentada em 2007, de autoria do então deputado Professor Victorio Galli, que foi arquivada no ano seguinte. O projeto visava substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

Recentemente, publicações em redes sociais alinhadas à esquerda associaram Flávio Bolsonaro e políticos de direita a uma intenção de retirar o título da santa, alegação negada pelo candidato. No dia 25 de setembro, o ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou liminarmente a remoção de publicações sobre o episódio, incluindo um post do humorista Antonio Tabet. A decisão de Mendonça foi posteriormente suspensa pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu o restabelecimento da publicação de Tabet, argumentando que o post não citava nominalmente Flávio e ressaltou a proteção constitucional à liberdade de expressão. Na última segunda-feira (28), a defesa de Flávio Bolsonaro recorreu ao STF contra a decisão de Dino, solicitando que o entendimento de Mendonça volte a produzir efeitos enquanto o caso é analisado. Após o recurso, Dino enviou sua decisão para referendo do plenário do Supremo.

Com informações do G1.

Fonte: JuriNews

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