A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva movimentou novamente os bastidores da disputa pela vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF).
Jorge Messias, rejeitado pelo Senado em abril, voltou a ganhar força nas articulações, enquanto Rodrigo Pacheco permanece como alternativa defendida por lideranças do Congresso e integrantes da própria Corte.
Nos últimos dias, as articulações em torno de Pacheco ganharam impulso, especialmente após o encontro de Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Mas Messias não está descartado. Alcolumbre estaria disposto a articular a aprovação do advogado-geral da União em busca de apoio político para permanecer na presidência do Senado.
O movimento representaria uma mudança de posição de quem defendia Pacheco e esteve no centro da resistência à primeira indicação de Messias.
A disputa também envolve o futuro da composição do Supremo. Além da vaga aberta, Lula poderá indicar outros três ministros até 2030, com as aposentadorias compulsórias de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
Nesse cenário, a escolha de um não necessariamente exclui o outro. Lula poderá insistir em Messias e reservar Pacheco para uma vaga futura.
Considerando a composição mais à direita do Senado a partir de 2027, Pacheco conta com um grande capital politico construído no Legislativo.
Messias, por sua vez, depende de uma nova composição capaz de superar a resistência que levou à sua rejeição em abril.
Entre a confiança em Messias e a articulação em torno de Pacheco, Lula terá de decidir não apenas quem chega primeiro ao Supremo, mas como pretende conduzir sua relação com o Senado durante o quarto mandato.
Fonte: JuriNews