O deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) voltou a ser alvo da Polícia Federal na segunda fase da Operação Castratio. Os agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão na capital fluminense e em Niterói, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de desarticular organização criminosa que fraudava contratos na Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (Seapa).
O parlamentar, que ocupava o cargo de secretário de Agricultura na época das irregularidades, já havia sido alvo na primeira fase da operação, deflagrada em maio deste ano. A Polícia Federal apurou irregularidades em contratos firmados pelo governo do Rio de Janeiro que teriam favorecido ilegalmente a empresa Consuvet, criada meses antes de assinar um primeiro contrato com a Seapa, em julho de 2021.
Entre as práticas identificadas estão direcionamento, superfaturamento e fraude na licitação. De acordo com a Polícia Federal, o valor total dos contratos, que têm como finalidade o serviço de castração e esterilização de animais, alcança cerca de R$ 200 milhões. Em nota, a corporação informou que os fatos em apuração podem caracterizar os crimes de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de eventuais outros delitos que sejam revelados no decorrer das investigações.
A operação atual é uma consequência dos materiais recolhidos na primeira etapa, visando apurar a extensão da organização criminosa e suas práticas ilegais. Na fase inicial, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, autorizados pelo ministro do STF, Flávio Dino. Naquele momento, o deputado teve o celular apreendido, enquanto em endereços de outros alvos a Polícia Federal confiscou dinheiro vivo, carros e aparelhos eletrônicos.
O deputado nem o seu gabinete se manifestaram até o momento. O espaço segue aberto.
Fonte: JuriNews