Justiça Federal arquiva inquérito contra Marcola sobre resgate em presídio por falta de provas

A Justiça Federal arquivou o inquérito policial instaurado contra Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, no âmbito da Operação Anjos da Guarda. A investigação foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 2022 com o objetivo de desarticular um suposto plano de resgate de lideranças custodiadas em presídios federais.

De acordo com a defesa do líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), o Ministério Público Federal (MPF) solicitou o encerramento das apurações por entender que não existiam provas suficientes que vinculassem o investigado aos fatos apurados. O advogado Bruno Ferullo afirmou que o pedido de arquivamento foi fundamentado na ausência de elementos mínimos de autoria e materialidade que justificassem o oferecimento de uma acusação formal.

A defesa destacou que as diligências realizadas ao longo do procedimento, incluindo quebras de sigilo, interceptações telefônicas e outras medidas cautelares, não produziram evidências capazes de estabelecer o vínculo de Marcola com o plano investigado. Segundo o advogado, a defesa sempre negou, de forma categórica, qualquer envolvimento do chefe do PCC nos atos noticiados, sustentando a inexistência de elementos que pudessem justificar sua responsabilização penal.

Sobre a decisão, o advogado pontuou: “O reconhecimento da ausência de justa causa, mesmo após o esgotamento das diligências possíveis, e sua chancela judicial, reforçam a importância das garantias constitucionais do contraditório, da ampla defesa e da presunção de inocência”.

A Operação Anjos da Guarda, deflagrada pela PF em 2022, investigou um plano elaborado por integrantes do PCC para resgatar chefes da facção que se encontravam custodiados em presídios federais, incluindo Marcola. As apurações indicaram que as comunicações entre os líderes presos e membros da organização criminosa em liberdade eram realizadas por intermédio de advogados.

Conforme os investigadores, durante os atendimentos realizados nos parlatórios das unidades prisionais, mensagens eram transmitidas entre os envolvidos com o uso de códigos que simulavam discussões jurídicas. O arquivamento do inquérito encerra a apuração específica contra o líder da facção no contexto desta operação.

Com informações do Metrópoles

Fonte: JuriNews

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