O Superior Tribunal de Justiça abriu apuração interna para averiguar o vazamento de minutas de votos de ministros e de pareceres do Ministério Público Federal ao advogado Willer Tomaz.
Rafael Luz/STJA apuração está em andamento desde a última semana. Na sexta-feira (16/10), o servidor que seria o responsável pelo vazamento e que atua na área de informática do tribunal foi exonerado.
Ainda segundo o STJ, as medidas criminais estão em andamento e são sigilosas, e sobre elas não haverá manifestação pública.
O vazamento de informações foi divulgado em reportagem do portal UOL. Willer Tomaz receberia informações adiantadas de votos dos ministros e posições do MPF e, com isso, definia a estratégia processual.
Segundo o UOL, o procurador aposentado Antônio Carlos Simões Soares, é suspeito de vazar informações sigilosas e combinar o conteúdo de pareceres com Tomaz.
Assim como o advogado, Soares é próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, e chegou a ser cotado para o cargo de Procurador-geral da República em 2019, no governo de Jair Bolsonaro (PL).
Tomaz, por sua vez, pagou viagens de Flávio à Europa, segundo a Polícia Federal, e teria cedido um imóvel em São Paulo para a campanha do candidato em 2026, de acordo com a revista piauí.
Advogado nega
Ao UOL, o advogado negou categoricamente ter obtido esse tipo acesso ou ter interferido ou ajustado o conteúdo de manifestações do MPF. Classificou de insinuações infundadas e desinformação.
“Sua atuação profissional sempre observou a legislação e as prerrogativas profissionais da advocacia, pelos meios institucionais e processuais legítimos”, disse, à publicação.
O STJ tem novos instrumentos internos para fazer a apuração. Em junho, a corte reestruturou o recebimento de denúncias, averiguação de irregularidades e a responsabilização administrativa e civil pela prática de atos lesivos.
Fonte: ConJur