Justiça afasta prefeito por suspeita de coação eleitoral em campanha para governo estadual

A Justiça Eleitoral afastou do cargo nesta segunda-feira (19) o prefeito de Baixo Guandu (ES), Lastênio Luiz Cardoso (MDB). A decisão, autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) após manifestação favorável da Procuradoria Regional Eleitoral do Espírito Santo, ocorre em meio a uma investigação que apura se o gestor condicionou a manutenção de 700 postos de trabalho à eleição de seu candidato no 2º turno da disputa para o governo estadual.

Em seu perfil nas redes sociais, o prefeito faz campanha para o governador Ricardo Ferraço (MDB), que busca a reeleição. O pleito estadual coloca o atual governador em disputa direta contra Lorenzo Pazolini (Republicanos).

Segundo a Polícia Federal (PF), um vídeo circulou no último dia 10, em que Cardoso teria condicionado a continuidade de empregos, a manutenção de obras e a prestação de serviços municipais ao resultado da eleição. O conteúdo foi posteriormente removido das redes sociais do gestor.

O candidato da oposição, Lorenzo Pazolini, manifestou-se sobre a operação da Polícia Federal. “Ninguém pode ter o emprego ameaçado por causa do voto. O servidor público trabalha para a população, não para um grupo político. O capixaba vai votar no dia 25 com liberdade e sem medo”, afirmou ele em nota.

Os fatos são investigados como crimes de coação eleitoral praticada por servidor público e utilização de serviços públicos em benefício de organização política, condutas tipificadas no Código Eleitoral. A Polícia Federal apura, ainda, a possível ocorrência de uso de evento público para fins de propaganda eleitoral.

No âmbito da operação, policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão, além de busca pessoal. Materiais de campanha foram recolhidos para análise pericial. Além do afastamento do exercício da função, a Justiça Eleitoral impôs ao prefeito a proibição de frequentar as dependências da prefeitura.

Lastênio Luiz Cardoso não se manifestou sobre o assunto até o momento. O espaço segue aberto.

Fonte: JuriNews

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