Nunes Marques se reúne com Meta para tratar sobre IA que bloqueia imagens de campanha de Lula e gera apenas de Flávio

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, se reuniu com representantes da Meta para discutir o funcionamento de uma ferramenta de inteligência artificial (IA) que, segundo relatos, recusava-se a gerar imagens para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto permitia a criação de material para o candidato Flávio Bolsonaro (PL). A disparidade foi identificada por usuários do WhatsApp na quarta-feira (14), motivando o PT a ingressar com uma ação no TSE contra a empresa por suposta quebra de isonomia entre os postulantes à Presidência da República.

Em nota divulgada na quarta-feira, a Meta informou que proibiu temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens que os envolvam. A companhia declarou ter adotado medidas adicionais para que comandos baseados apenas no primeiro nome dos candidatos e em seus respectivos números nas urnas também não resultem na produção de imagens.

Internautas questionaram o comportamento da Meta AI, disponível no WhatsApp, ao notar que comandos simples, como “Dia 25 vai dar Lula 13”, eram bloqueados pela inteligência artificial. Em contrapartida, ao realizar o mesmo procedimento com o candidato Flávio Bolsonaro, utilizando comandos como “Dia 25 é Flávio 22”, a ferramenta gerava a imagem sem restrições. O sistema só impedia a criação do banner quando o sobrenome Bolsonaro era incluído no pedido.

Testes adicionais demonstraram que a IA gerava normalmente imagens com os dizeres “Flávio 22” nas cores verde e amarelo. Quando o mesmo pedido era feito com “Lula 13”, a ferramenta negava a solicitação com a mensagem: “Não consegui gerar essa imagem com o texto Lula 13”. Questionada sobre o motivo da recusa, a IA respondeu: “Tive um problema técnico na hora de gerar essa imagem e ela não saiu. Não tenho detalhes do que aconteceu nos bastidores, só sei que a geração falhou aqui”.

Durante a reunião, a Meta informou ao presidente do TSE que trabalha para aperfeiçoar os filtros da Meta AI em relação a pedidos vinculados às campanhas dos dois candidatos. Após a repercussão dos relatos nas redes sociais, a empresa reiterou que proibiu temporariamente imagens de candidatos para cumprir regras eleitorais e ampliou o bloqueio para solicitações que contenham apenas o primeiro nome e o número nas urnas.

O encontro também abordou os canais de WhatsApp utilizados pelas campanhas, especificamente o “Tropa do Flávio” e o “Exército do Lula”. Sobre este tema, a Meta assegurou ao TSE que possui capacidade técnica para preservar os metadados das publicações realizadas nesses canais, caso venham a ser objeto de processos na Justiça Eleitoral.

Com informações do blog da Camila Bomfim no G1

Fonte: JuriNews

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