A defesa do empresário Daniel Vorcaro divulgou, nesta sexta-feira (9), uma nota à imprensa repudiando o vazamento de documentos atribuídos a uma negociação de colaboração premiada que sequer chegou a ser concluída. Os advogados afirmam não reconhecer a autenticidade dos arquivos divulgados e destacam que as conversas preliminares deveriam estar sob sigilo legal.
Os defensores enfatizam que não confirmam a integridade dos dados e lembram que as tratativas iniciais de um acordo de delação são protegidas por segredo de justiça, devendo ser resguardadas pelas autoridades envolvidas no processo.
Outro ponto central esclarecido pela defesa é que Vorcaro não prestou depoimentos formais nem à Polícia Federal (PF) nem à Procuradoria-Geral da República (PGR) dentro dessas negociações preliminares.
NOTA NA ÍNTEGRA
“A defesa de Daniel Vorcaro repudia a divulgação de supostos anexos que estariam relacionados a tratativas de colaboração premiada que não foi celebrada.
A defesa não confirma o conteúdo de qualquer material divulgado, cuja origem, autenticidade e integridade não são reconhecidas.
O material preliminar da colaboração foi disponibilizado a um número restrito de autoridades que possuem dever legal de confidencialidade.
A defesa esclarece que Daniel Vorcaro não prestou nenhum depoimento à PF ou à PGR no âmbito das tratativas de colaboração premiada.
A defesa reafirma que Daniel Vorcaro possui informações personalíssimas e relevantes para o caso e segue disponível para contribuir com as autoridades.”
Brasília, 09 de outubro de 2026.
Sérgio Leonardo Engels Augusto Muniz
Fonte: JuriNews