Com seus 106 anos – nascida antes do primeiro Código Eleitoral, instituído em 1932 -, Carmelina Alves Nogueira, moradora do Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, fez questão de votar nas eleições deste domingo (4). Acompanhada da neta, a idosa chegou pela manhã ao colégio eleitoral localizado no mesmo bairro onde mora.
A história de Carmelina representa um grupo cada vez mais numeroso no eleitorado brasileiro. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o país tem atualmente 298.239 eleitores com 100 anos ou mais, faixa etária que corresponde a 0,19% do eleitorado total.
Em entrevista, a idosa disse que o ato de votar tem um significado simples: “eu gosto [de votar] porque quero que meu candidato ganhe.”
Ao ser questionada sobre o que espera de quem ocupa cargos públicos, Carmelina vai direto ao ponto: “[um candidato deve] ser uma pessoa honesta e fazer tudo o possível de governar direito. Escolham bem seus candidatos”, aconselha a centenária.
Eliane Nokata, a neta que a acompanhou, contou que a votação da avó foi tranquila e que ela teve prioridade por causa da idade. Segundo ela, como o título de eleitor da idosa é antigo, a família precisou confirmar o número da seção antes de entrar.
“Mas foi tranquilo. Todo mundo deixou ela passar na frente, né? Porque ela tem a super prioridade. […] Aí as pessoas que estavam na frente acabaram cedendo o lugar para ela. Aí ela votou rapidinho”, ressaltou Eliane.
A legislação eleitoral define que pessoas com 80 anos ou mais possuem prioridade absoluta. Portanto, devem passar na frente dos demais eleitores. Esse direito também é estendido ao acompanhante do eleitor prioritário.
Com informações do g1.
Fonte: JuriNews